Volta às aulas no Whatsapp!

Por Michelle Póvoa Dufour

“Grupo do 2º Ano C de alemão”, “Grupo do 2º Ano A de português”, “Grupo dos Representantes de Classe do 2º ano C  de alemão” (sou suplente porque gosto muito de participar da educação das meninas, mas ainda mantenho o mínimo de sanidade…rs). “Grupo de Representantes da Escola” (também tô nesse porque me adicionaram, mas tenho controlado minhas atividades), “Grupo das Mães Amigas” (este aqui é VIP), “Grupos criados de acordo com a necessidade do momento” (aniversário ou algum babado paralelo censurado aos outros grupos). Ah, tem também o recém-criado “Grupo da Ginástica Olímpica”! Agora volta lá no começo do post e conta comigo em quantos grupos ligados à vida escolar das minhas filhas eu tô envolvida. 6? E com forte potencial de crescimento, já que existe um plano de criação de um “Grupo de Lição de Casa”. Ai meu Deus!
Até aqui tudo normal (será mesmo?), e aposto que tem gente adicionada em muito mais grupos do que eu (o do Kumon, do tricô de dedo, do presente da professora da sala D). Mas o fato é que, quando se tem gêmeas, tudo se enrola um pouco mais porque as informações são sempre duplicadas, as regras são diferentes para cada sala e cada grupo (tem sala que dá presente de natal e tem sala que acha que vivemos num estado laico), e preciso confessar, já que estamos entre amigos: Chegamos ao começo do segundo semestre e ainda não guardei qual filha pertence a qual sala. Socorro, será que sou menos mãe?  

Bom, mas devo dizer que as férias foram ótimas, os grupos mantiveram um silêncio revigorante, com raríssimas exceções justificadas (o “Mãe Amigas” tem todo o direito de continuar o tricô virtual já que somos mais do que mães, somos amigas, né?). E agora recomeçamos as aulas cheios de boas intenções e comportamentos que obedeçam à cartilha da boa educação quando se trata da educação dos nossos filhos.

Apenas trocaremos informações necessárias, não utilizaremos o ambiente do Whatsapp para nada que não tenha relevância para o presente escolar dos nossos pequenos, não quebraremos paus no aplicativo de mensagens com outros pais e apenas diremos o que poderia ser falado na porta da escola (ahã). Não enviaremos orações (especialmente para o grupo do estado laico) e nunca, jamais, usaremos o zap para declararmos nosso amor ao Moro. Tudo certo até que aconteça mais uma reunião de pais, mais um encontro de representantes para discutir temas espinhosos, mais uma mudança no horário da ginástica olímpica sem aviso prévio, mais uma reclamação da professora de português, mais uma crítica ao comportamento da professora de alemão, mais uma etapa da operação Lava Jato, mais um dia dos professores, com ou sem presentes, e mais uma data cristã. Lá vamos nós esperando ansiosamente pelas férias de janeiro!

 

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