Uma mãe inteira vale por mil

Foto: Mãe com Prosa

Uma mãe inteira vale por mil

Por Patricia Travassos

 

Eu já disse aqui que a maternidade chega pra desconstruir nossa ilusão de controle. Ela chega também para questionar a nossa identidade. Nenhuma mãe se sente a mesma mulher de antes, mas descobrir o que restou do passado no presente é um desafio. O que faz sentido? O que importa? O que é essencial?

 

Uma vez eu fiz uma pergunta bem simples para a minha pediatra: além dos cuidados óbvios para a sobrevivência de um serzinho tão dependente, qual seria a importância da mãe para um bebê? Ela me respondeu lindamente: um bebê precisa da mãe inteira. Em primeiro lugar, ela precisa pensar nela. E depois na criança.

 

Oi? Parecia um absurdo! Mas ela está coberta de razão. Não adianta deixar de trabalhar para se dedicar 100% ao filho se isso causar alguma frustração.

Não adianta manter um casamento desrespeitoso para ter uma família “margarina” de mentira. Não adianta fingir que está feliz para deixar um filho feliz. Ele só estará feliz mesmo se for de verdade.

 

E no futuro, pode apostar, vai te agradecer por não ter colocado em seus ombros a responsabilidade de realizar as suas expectativas. Uma mãe que busca a própria realização dá ao filho liberdade de ser quem ele quiser ser, e não o que ela queria que ele fosse.

 

Eu sei, a gente quer tudo de melhor para eles. Mas, o melhor deles pode ser diferente do nosso. Pra mim, inspirar minha filha é essencial. Faço minhas escolhas pautada nisso – muito mais por mim do por ela. Adorei receber o vídeo dela vibrando com a minha reestreia na TV. Mesmo que para isso, eu tenha deixado de fazê-la dormir naquela noite.

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