Outubro Rosa: Conscientização do câncer de mama

Autoexame e consultas médicas são a melhor forma de prevenção

Em 2016, a campanha do INCA no Outubro Rosa tem como tema “Câncer de mama: vamos falar sobre isso?”. O objetivo é fortalecer as recomendações do Ministério da Saúde para o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de mama, além de desmistificar conceitos em relação à doença.  A campanha enfatiza a importância de a mulher conhecer suas mamas e ficar atenta a alterações suspeitas. Para mulheres de 40 a 69 anos é recomendada a realização de uma mamografia de rastreamento a cada dois anos.  A campanha também quer mostrar que o Sistema Único de Saúde (SUS) garante a oferta gratuita de exame de mamografia para as mulheres brasileiras em todas as faixas etárias.

A doença não tem causa única. “Seu desenvolvimento deve ser compreendido em função de uma série de fatores de risco, sendo a idade o mais importante para o câncer de mama entre as mulheres. A incidência da doença cresce progressivamente com o envelhecimento, sendo que a ocorrência desse tipo de câncer pode ser externa ou interna ao organismo, interagindo de várias formas, o que aumenta a probabilidade de transformações malignas nas células normais”, explica o médico Dr. Leandro Ramos, oncologista da Oncomed-BH.

Outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença são:

Histórico familiar e pessoal de câncer de mama.

Mulheres que tiveram sua primeira menstruação antes dos 12 anos e ou entraram na menopausa após os 55 anos têm um risco aumentado de desenvolver câncer de mama.

História reprodutiva, mulheres que não tiveram filhos ou tiveram o primeiro filho após os 30 anos e ainda as que não amamentaram também compreendem o grupo de maior risco.

Uso de reposição hormonal (principalmente com estrogênio e progesterona associados)

Obesidade e ingestão regular de álcool.

As chances de cura dependem do tipo de tumor, idade, condições de saúde do paciente e do estágio em que o câncer for detectado. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. “A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que todas as mulheres façam a mamografia anualmente, a partir dos 40 anos. Cerca de 95% dos pacientes em bom estado de saúde, que descobrem o câncer de mama em fase inicial e seguem o tratamento recomendado, se livram da doença após cinco anos”, afirma o Dr. Leandro Ramos.

Em todos os casos é usada a quimioterapia?

Cabe a equipe médica que acompanha o paciente, definir a melhor sequência de tratamento e as medicações a serem usadas. A avaliação e tratamento do câncer de mama envolve, na maioria das vezes, uma abordagem multidisciplinar: mastologista, oncologista e radioterapeuta trabalham juntos para definir a melhor sequência de tratamento para os pacientes. Nem sempre envolve quimioterapia. Tendo isso em vista, existem várias possibilidades de tratamento: desde cirurgia (mastectomia parcial ou radical) isolada, até as combinações de cirurgia, quimio, radioterapia e hormonioterapia.

Quanto tempo depois pode colocar uma prótese de silicone?

Para aquelas pacientes que se submeteram a mastectomia radical (retirada de toda a mama), o melhor momento para o colocação de uma prótese de silicone é definida pelo mastologista e/ou cirurgião plástico que a acompanha. Muitas vezes, a prótese é colocada durante a própria cirurgia para retirada da mama. Outras vezes, é preciso que a paciente use um expansor de pele por um período para que em seguida a prótese possa ser colocada. Consulte sempre seu médico para definir o melhor momento da cirurgia reconstrutora.

O autoexame é uma forma de prevenção, porém, não elimina a necessidade da consulta de rotina, destaca o oncologista.

*Autoexame: como fazer?
De acordo com as orientações do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC), o autoexame deve ser realizado uma vez a cada mês, na semana seguinte ao término da menstruação.

Existem duas formas de fazer o autoexame:

No chuveiro ou deitada:

Coloque a mão direita atrás da cabeça. Deslize os dedos indicador, médio e anelar da mão esquerda suavemente em movimentos circulares por toda mama direita. Repita o movimento utilizando a mão direta para examinar a mama esquerda.

Diante do espelho:

1- Levante os braços, colocando as mãos na cabeça. Observe se ocorre alguma mudança no contorno das mamas ou no bico.

2- Repita a observação, colocando as mãos na cintura e apertando-a. Observe se há qualquer alteração.

3- Finalmente, esprema o mamilo delicadamente e observe se sai qualquer secreção. A observação de alterações cutâneas ou no bico do seio, de nódulos ou espessamentos, e de secreções mamárias, não significa necessariamente a existência de câncer.

 O que procurar?

  • Caroços (nódulos).
  • Abaulamentos ou retrações da pele e do complexo aréolo-mamilar (bico do seio).
  • Secreções mamilares existentes.

*Informações do site do Instituto Brasileiro de Controle de Câncer (IBCC)

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