Onde eles aprendem a falar palavrão?

Aqui em casa não se fala muito palavrão. Não somos puritanos nem temos preconceito contra bocas-sujas… soou pejorativo isso, né? Mas, realmente, palavrão nunca foi uma grande questão na família. Simplesmente não temos o hábito. E não me lembro de ter tido a boca lavada com sabão ou sofrido nenhum castigo para evitar que repetisse palavras de baixo calão. Elas apenas não fazem parte do meu vocabulário e, coincidentemente, nem no dos meus irmãos.

Sim, sinto raiva e, nesses momentos, costumo reagir com um sonoro palavrão…para os meus padrões. Em geral, meus amigos de trabalho acham até bonitinho e tiram sarro. Talvez porque sejam meio datados nos anos 80. Coisas do tipo: putz grila, caramba, pombas, vai catar coquinho! Mas, dependendo da situação, um puta que pariu até sai com certa naturalidade. Mas isso, ninguém reconhece.

Bom, o fato é que outro dia, meu filho mais velho – de 10 – tinha uma festinha numa espécie de buffet lá na Mooca. Era um espaço com trampolins. Só me dei conta quando recebi a ficha de autorização, daquelas em que você isenta o estabelecimento de responsabilidade mesmo que seu filho se mate nas camas elásticas. Enfim, resolvi assinar, contando com o discernimento do menino para não se colocar em risco. Ele estava ansioso, trocando mensagens com os amigos para confirmar quem ia.

Agora, as festas são assim. Os pais não recebem mais convites físicos. São criados grupos no Whatsapp e as crianças “gerenciam” tudo. Pra falar a verdade, achei isso uma “m”, mas viva o avanço tecnológico! Bom, assinado o tal documento, o próximo passo seria a logística. Quem leva e quem busca? Eu disse que poderia levar o meu filho. Não quis dizer que não levaria os outros. Só não quis organizar a “van” pois não sabia se os pais dos meninos também autorizariam a aventura.

Aí, depois de um diálogo sobre o horário da ida e da volta, ele acabou me mostrando o celular para provar que eu estava errada e acabei lendo a seguinte mensagem: “minha mãe vai me levar, mas tá cagando pra vcs”.  Oi? Cacilda!!! Onde foi que aprendeu a falar assim? E pior do que falar, a escrever? Ponho de castigo? Lavo a boca com sabão? Larguei o celular como se ele estivesse queimando minhas mãos e vim escrever para o #MCP. Alguma luz sobre o que fazer?

 

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