O que é baby blues?

A síndrome pós-parto merece atenção e cuidados dos familiares

Os primeiros dias após o nascimento do bebê são um misto de sentimentos para as mães. Os hormônios são os principais responsáveis por essa mudança. Algumas mulheres vivenciam um momento de desânimo e angústia logo após dar a luz à criança. Esse período chama-se baby blues. “É um estado que ocorre alguns dias após o parto caracterizado por tristeza, melancolia e alterações de humor. A ocorrência é mais comum do que se imagina. Cerca de 60% a 80% das mulheres apresentam os sintomas, porém sua intensidade varia muito de mulher para mulher. Ainda não se conhece ao certo as causas mas acredita-se que seja mesmo uma decorrência das alterações hormonais que ocorrem na gravidez e com o nascimento do bebê”, explica Dra. Juliana Amato, ginecologista e obstetra do Amato Instituto de Medicina Avançada.

Identificar e tratar esse período é muito importante para que os sintomas não evoluam para algo mais agressivo. “Os sintomas são tristeza, choro, sensação de incapacidade, preocupação excessiva com os cuidados com o bebê e cansaço.A mulher se sente culpada por se sentir deprimida, pois a gestação, o parto e o recém-nascido foram as coisas que ela mais queria e que a fariam feliz. Mas quando o bebê nasce pode não ser exatamente felicidade plena que ela sente”, diz a  médica.

O apoio de outros membros da família é essencial nessa fase. “A mulher tem que se cuidar, se alimentar bem, conversar com outras pessoas sobre seus sentimentos, aceitar ajuda, descansar quando o bebê dorme e se conscientizar de que essa é uma fase cansativa, mas que passa”, dizDra. Juliana. Normalmente o baby blues se inicia no terceiro ou quarto dia após o parto e pode se alongar por aproximadamente 15 dias.

Depressão pós-parto X Baby blues

A depressão pós-parto é a evolução do Baby blues. “É um quadro mais arrastado, que pode durar por mais de 15 dias até um ano. Tristeza, incapacidade de cuidar do bebê, insônia, falta de cuidados básicos consigo mesma, pensamentos negativos. Neste caso a mulher tem que ter um acompanhamento médico e psicológico. A família aqui também é essencial para dar apoio e reconhecer quando a mulher precisa de um tratamento específico”, orienta a ginecologista.

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