O empreendedorismo materno no Brasil

Flexibilidade no trabalho é a vantagem de empreender.

As mulheres estão fazendo uma segunda revolução no mercado de trabalho. A primeira aconteceu quando elas deixaram de ser donas de cada e começaram a trabalhar fora. A segunda revolução é a que está acontecendo agora: elas deixam o emprego para abrir o próprio negócio.

O empreendedorismo materno é um fenômeno mundial que já nasce forte e saudável no Brasil. Afinal, quem não conhece ao menos uma mulher que depois se de tornar mãe entrou em crise profissional? Empreender pode ser uma alternativa para equilibrar a família e o trabalho. Mas, a mulher ganha também mais um filho para criar: a empresa.

Katia Raele – Cia das Mães: A empresa (extinta em 2012) é como se fosse a minha terceira filha. É motivador e traz muita realização pensar em cuidar dessa sementinha e cultivá-la para crescer.

Roberta Marcinkiwski – Cia das Mães:  Parece que acontece mesmo um “surto” criativo decorrente do nascimento de um filho. Os meus horizontes se ampliaram de forma impressionante e comecei a procurar algo diferente para fazer.

Depois que as mulheres conquistaram o mercado e trabalho, dizer que cuidar de filhos é uma prioridade chega a ser mal visto em muitas empresas. Azar das empresas que perdem talentos e insistem em ignorar o que até a ciência já provou. Quando um filho nasce, a mãe é submetida a tantos desafios físicos, mentais e mecânicos, que acaba desenvolvendo habilidades muito valorizadas no mundo corporativo. Quando essas mulheres decidem empreender, elas mostram que não estão para brincadeira.

Tais Vianna –  CineMaterna: Para as mães que trabalham com a gente, os benefícios são a possibilidade de você trabalhar em casa, ver os filhos crescerem e ninguém fica estressado porque alguém está grávida ou em licença-maternidade. A gente entende toda a situação e fica feliz cada vez que aparece alguma grávida. Não existe isso de mercado de trabalho. O normal é você ter horário para entrar e sair, um período de licença-maternidade e pronto. Você tem meio que esquecer que é mãe e se virar. A gente se recusou a fazer isso e resolveu fazer a empresa lembrar que temos mães no trabalho.

(Trecho do capítulo 2 do livro Minha mãe é um negócio – Ed. Saraiva)

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