Amigo imaginário…

O amigo imaginário

Por Patricia Travassos

 

Eu já tinha ouvido falar em amigo imaginário, quando a criança cria um personagem para se relacionar que só ela enxerga. E enxerga mesmo, de verdade. Aqui em casa anda acontecendo algo parecido. Lembra do bordão do Piu-piu no desenho com o Frajola? “Eu acho que vi um gatinho…”. Pois é, da noite pro dia surgiu uma “gatinha” por aqui.

 

Na hora em que a gatinha entra em cena, subitamente, a Isabela é abduzida! E vice-versa. E ela engatinha no chão gelado, fica em baixo da mesa de jantar, se orgulha de conseguir atravessar os pés da cadeira sem encostar em nada. Sobe na mesa de centro, fareja, pede carinho na barriga… E só atende quando a gente fala assim: psi, psi, psi…vem gatinha, vem!

 

No começo, achei super normal e engraçadinho. Mas confesso que tô começando a ficar preocupada. Ah! Você poderia me perguntar: vai ver que a Bela tem muito contato com gatos e desenvolveu um afeto especial pelo  bichinho. Certo? Não exatamente!

 

Ok, ela já teve uma vez contato com gatos. Mas foi intenso. Uma vizinha de andar mantem dois gatinhos estampados no tapete de porta e, todo dia, enquanto a gente espera o elevador, a pequena fala: “Oi gatinhos”! Um dia eu tava com tempo sobrando e decidi tocar a campainha pra conhecer os dois bichinhos… Não eram dois, são sete!!! Ela ficou encantada. Perguntava onde eles dormiam, o que comiam…

 

Estou pensando em aproveitar a curiosidade para ensinar que gatos são capazes de fazer xixi na privada. Tem um monte de vídeos no YouTube sobre isso.  Quem sabe assim a minha gatinha também resolve abandonar as fraldas…Sem pressão, afinal, dizem que tudo são fases, né? Apesar de que, para mim, ela vai ser uma gatinha para sempre!

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