Minha filha caiu da cama e bateu a cabeça. E agora?

Foto: Mãe com Prosa

 

Minha filha caiu da cama e bateu a cabeça. E agora?

Por Patricia Travassos

 

Ai ai ai…que atire a primeira pedra quem nunca deixou o filho dormir juntinho na cama e ele acabou rolando para o chão.  Acabou de acontecer por aqui.

 

Geralmente, minha pequena, de dois anos, chega no meio da madrugada, no escuro, feito um zumbi. Em silêncio, fica parada de pé à beira da cama, esperando até que eu abra os olhos e, invariavelmente, tome aquele susto.

 

Aos finais de semana, nem penso duas vezes, e “abraço a causa”, sem culpa. Acho uma delícia dormir com ela, mesmo que isso signifique tomar alguns chutes e empurrões. Ela se mexe tanto, que fico espremida num cantinho da cama para deixá-la se espalhar.

 

Hoje, eu já estava praticamente na transversal, tranquila, pois a parede da cabeceira impediria qualquer queda, certo? Errado! Ela conseguiu se mexer de tal maneira que caiu direto no chão. As almofadas protetoras estavam todas do outro lado.

 

Acordei com o choro. Foi forte, mas não durou muito. Perguntei onde bateu, ela apontou a cabeça e, de volta à cama, se aninhou para dormir novamente. Peguei gelo e voltei para o quarto. Ela já dormia. Apalpei a cabecinha dela e achei um suposto galo. Bingo! É aqui. Deixei o gelo agir. Aí, ela virou a cabeça para o outro lado e percebi que o “galo” também estava lá…afe! Será que eu não sei nem identificar um galo?

 

Enquanto eu tentava adivinhar onde teria sido a batida, na minha cabeça “piscava” aquele alerta máximo que a gente nem sabe onde ouviu: “nunca deixe uma criança dormir depois de bater a cabeça”. Puxa, eram duas e meia da manhã! Deveria impedir o sono? Google responde.

 

Encontrei vários artigos sobre batidas de cabeça. Todos diziam que as duas horas seguintes ao acidente são muito importantes para avaliar alguns sintomas. A sonolência é normal…principalmente no meio da noite de sono, imagino eu. Mas nenhuma reportagem me dizia isso, assim, com todas as letras como eu queria ler. Era preciso avaliar sinais de tontura, enjoo…mas como? Ficando acordada. Não ela, mas eu!

 

Estou aqui, atenta a cada movimento, a cada respiração. Tudo parece normal. Já são 4:17. Bom, faltam 13 minutos para inteirar as duas horas críticas. É o tempo de revisar esse texto e tentar retomar o meu sono. Duvido que ele volte. E quando o dia amanhecer, se Deus quiser, a “gincana” vai ser tentar deixar a mamãe acordada.

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