Mães, somos essenciais até que cheguem os pais 

Por Michelle Póvoa Dufour
Um desenho de duas crianças deitadas e um adulto um pouquinho rechonchudo ao lado, de pijama. O que é isso Elisa? Eu, Manu e o papai no dia da sua aula! Mas por que você escolheu este desenho para dar de presente pra ele no dias do pais, amor? Porque eu adoro ficar com o papai quando você está na sua pós.
Oi? Quer dizer que todo o MEU drama (Não, elas também já protagonizaram cenas de choro desesperado no dia da minha aula), todo o meu dilema existencial entre ser estudante ou mãe presente (será que fico aqui na sala aprendendo sobre habilidades socioemocionais ou vou embora pra viver o tema na prática lem casa?), que todas as saídas à francesa no meio da explicação do professor foram absolutamente em vão? Eu diria que quase SIM! Sim e não porque meu 1 ano e meio  de especialização tem sido um aprendizado enorme para mim sobre a maternidade.
Levei anos para ter coragem de encarar uma pós-graduação porque achava que as minhas filhas não viveriam, não respirariam e nemsobreviveriam um minuto sequer sem mim. Poxa, e duas então? Não daria para deixá-las com ninguém à noite, nem com o pai. Pois foi justamente os momentos ao lado dele (só com ele e mais ninguém) que fizeram o charme da segunda à noite.  Se elas dormem no horário? Acho que não. Se elas comem tudo que tá no prato, com a saladinha de entrada? Acho que não. Se jogam um tiquinho no celular antes de dormirem? Acho que sim. Se ficam descalças no piso frio? Acho que sim. Se escovam os dentes (e a língua) antes de deitarem? Não, acho que não. Se desembaraçam os cabelos para não embolar pela manhã (são 15 minutos pra controlar cada juba enquanto engulo o café) acho que não. Se separam o uniforme (comigo até dormem de uniforme) que vão usar no dia seguinte? Não. Se fecham a pasta com a lição de casa, se deixam a mochila na porta de casa, o tênis na escada, não, não e não.
Será se divertem com o pai? Se amam ficar com ele? Se no fundo, no fundo, beeem lá no fundo até curtem estar sem a mãe. Ô, certeza que sim! Feliz dia para os pais de todo dia! 
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