Mãe que trabalha tem tempo de ser mãe?

Mãe que trabalha tem tempo de ser mãe?

 

Pois é.  A mulher lutou tanto para conquistar seu espaço no mercado de trabalho e hoje sente falta de passar mais tempo com os filhos. Será que dá para conciliar tudo? Bem, ninguém melhor para falar sobre o tema que o professor, filósofo e escritor Mario Sergio Cortella.

Por muito tempo, Cortella diz, as mulheres foram oprimidas, sem possibilidade de terem uma atividade profissional fora de casa. Quando esse cenário mudou, muitas entraram no mercado de trabalho e, hoje, uma parcela dessas mulheres deseja retomar o negócio em casa.

E, se antes, o negócio em casa era caracterizado pelo fazer doces, queijos, ser costureira, cabeleireira, hoje é mais marcado pela tecnologia do mundo digital. Mas, em ambos os casos, o estar em casa é que traz a sensação de conforto e proximidade afetiva com os filhos.

 

Como uma criança se sente em relação ao trabalho da mãe?

A crianças sentem orgulho ao ver que sua mãe tem responsabilidades, que tem uma importância, diz Cortella. O que ela não gosta é quando essa face profissional obscurece todas as outras. A vida é marcada por uma pluralidade de faces, e uma delas é a face do trabalho. E se essa face é exclusiva, a família acaba sofrendo.

Uma criança percebe quando é colocada numa posição secundária, porque tudo passa a girar em torno de uma outra coisa. Ela percebe os pais falando, o tempo todo, dessa outra coisa. Prioridade é algo que a criança entende, afirma o professor, especialmente após 4 ou 5 anos.

 

 

Quando percebemos que o trabalho está tomando tempo demais?

Cortella fala que o primeiro sinal é dado quando começamos a nos sentir infelizes com relação à partilha de nosso tempo. Quando começamos a sofrer e entrar num estado de estresse. E há uma diferença entre cansaço e estresse: Cansaço é aquilo que resulta de um esforço intenso, estresse vem de um esforço que não gostamos mais de fazer.

Quando entramos em uma situação que nos leva a um sofrimento, alerta o filósofo, é sinal de que precisamos revê-la. Devemos ter sempre em mente que a palavra “prioridade” não tem plural! Se colocarmos plural em prioridade, deixa se ser prioridade!

 

Como definimos nossa prioridade?

Sempre devemos nos perguntar: Qual é a minha prioridade agora? Montar um patrimônio para facilitar a vida da família num futuro próximo ou ficar mais tempo com os filhos e ter um patrimônio menor? Não existe resposta certa para essa questão, existe o que nós queremos. E o que Cortella deixa bem claro é que, qualquer que seja nossa escolha, não devemos sofrer! A falta de clareza das escolhas é que leva ao sofrimento.

 

 

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