Larga desse celular, mãe!

LARGA DESSE CELULAR, MÃE!

 

Quando 83% das crianças se sentem trocadas pelo celular e você acha que faz parte da estatística.

 

 

“Larga desse celular, mãe!”

Esses dias ouvi essa frase da filha mais velha, diante da mais nova. Claro que larguei! E fiquei um tempo sem encostar nele de novo – cerca de 11 minutos.

 

Aí, toda cheia de não razão, eu lhe pergunto: já parou pra pensar quanto tempo do seu dia o seu status está realmente online só para você, ou para sua família?

 

No meu caso: o dia tem 24 horas e dessas, normalmente, 13 são dedicadas ao trabalho e obrigações cotidianas, seis para dormir, uma para a alimentação própria, mais uma no trânsito e pronto… restaram míseras três horas para brincar com a filha pequena, tomar banho, bater um papo (ou ler um livro ou assistir Netflix) e baixar a bola. Pouca gente deve parar pra fazer essa conta porque o resultado é deprimente mesmo.

 

O problema é o que você vai fazer nessas poucas horas que restam ao lazer. É aí que vale reafirmar o título desse texto: cai fora do celular!

Não é de hoje que especialistas vêm discutindo o quanto a interação com o mundo virtual pode estar prejudicando a convivência familiar. Já existem campanhas para conscientizar os pais sobre o perigo de se distrair com o celular diante de filhos pequenos, e cinco segundinhos podem fazer muita diferença mesmo – vale rever o texto sobre segurança na casa.

 

Sem contar as pesquisas que circularam nos últimos tempos, entre elas a mais recente, de que o uso excessivo de celular pelos pais pode estimular o mau comportamento das crianças, e a campanha “Conecte-se ao que importa”, que divulgou que 83% das crianças se sentem trocadas pelos celulares dentro de casa, 65% dos pais se distraem enquanto conversam com os filhos, 48% usam o aparelho durante o jantar e 29% fazem isso enquanto brincam com os filhos. Triste, né? E a gente faz isso sem perceber.

 

 

É o que eu chamo de “Era WhatsApp”, que pode ser entendida com esse exemplo: seu colega de trabalho lembrou de um detalhe “importante” que poderia ter ficado para amanhã, mas mesmo assim ele te mandou um WhatsApp às dez da noite. E quando você vê, já está lá respondendo a mensagem que poderia ter ficado pra depois. Seta azulada, seta respondida! Quem sabe isso não agiliza o dia amanhã, não é mesmo? Pura ilusão.

 

Os cinco minutos que você acha que abriu serão revertidos em pendências que nunca terão fim. Então aqueles cinco minutinhos que você parou pra responder o colega e dispersou da brincadeira da filha, sim você perdeu, mas quem perdeu mais foi a criança, que percebeu a falta de atenção. E eles percebem tudo!

 

Quanto ao uso da tecnologia por parte dos pequenos, sabemos que o ideal é o uso educativo com limitação de tempo (cerca de duas horas por dia), mas têm dias que a coisa complica e a gente precisa liberar mais tempo – nem que seja para um banho mais tranquilo! No resto do tempo a gente quer que eles brinquem, criem coisas, leiam livros, façam atividades manuais, se exercitem e fiquem longe das telas.

 

Mas como limitar as telas se nós mesmos não desgrudamos delas?

 

Esse limite deve começar por nós, ao não receber mensagens durante as brincadeiras, por exemplo. Quem é mais ansiosa, como eu, melhor deixar o celular bem longe ou silenciar as notificações por um período.

 

Nosso tempo é um negócio bem precioso.

Use-o sem moderação e com sabedoria J

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