Lancheira, Nutella e outras reflexões

Por Michelle Póvoa Dufour

Enquanto escrevo esta crônica, o biscoitinho crocante sabor mussarela (ze-ro sódio, claro!) com manjericão deixa de ser o predileto da Manu. Desde ontem Elisa tem curtido bisnaguinha (de novo), mas sem ser a versão integral, por favor! É assim (ou foi) com você? E quando temos múltiplas preferências alimentares tão fugazes? Por que o paladar infantil é tão bipolar, gente? E eu que ainda preparo duas lancheiras diariamente (amo, às vezes não amo e outras quase odeio) e tento unir o útil ao agradável + saudável, ando penando. Antes o que uma curtia, a outra gostava e o gosto das duas durava semanas, até meses. Agora o que eu mais ouço é: mas eu não gosto disso, mamãe. Mas desde quando, gente? Desde hoje, uai.
Decidi fazer uma pesquisa ibope doméstica (com uma certa margem de erro) pra desvendar qual é o lanche predileto das meninas e sentir o prazer máximo que é dar aquela conferida na lancheira e encontrar apenas um guardanapo emboladinho lá no fundo. Não, pra ser honesta realização mesmo é saber que o lanche das suas filhas foi cobiçado pelo filho alheio. Quando fico sabendo disso me sinto “a última bolacha do pacote”!
Mas voltando ao levantamento, depois de muita investigação e perguntas com um certo grau de indução (você prefere chips de soja assado ou suco de uva integral?) tive de reconhecer que a estrela mesmo de qualquer lanche é a Nutella. O creme de avelã segue reinando absoluto no pão de forma, no pão de queijo, no biscoito maizena, no café da manhã, no lanche da escola, no almoço e jantar… É preferência universal. Tô aqui pensando em jogar a toalha e reconhecer que se eu quiser uma vida fácil todas as manhãs vou acabar mandando uma colherada de Nutella por cima do macarrão, o gravatinha! E ou não é?

 

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