Duas leoas e um leão!

Por Patricia Travassos

Sobre o filme Lion: uma jornada para casa”

 

Mãe demora para ir ao cinema! Eu falo por mim. Desde que a Isabela nasceu, conto nos dedos quantas vezes fiz esse programa que, antes, era bem frequente. Não vou nem comentar sobre a pilha de livros que só cresce na minha cabeceira…

Afinal, esse texto não é uma autoflagelação intelectual…e sim, uma dica de filme!

OK, já não se trata de um lançamento! Mas, só agora chegou no Netflix e eu consegui assistir ao “Lion: uma jornada para casa”.

Eu tinha ouvido falar super bem do filme, mas ninguém tinha mencionado as duas personagens coadjuvantes que mais me tocaram. As mães do filme!

Pode procurar em qualquer crítica ou sinopse: Lion é o filme sobre um menino indiano de 5 anos que se perde do irmão numa estação de trem e vai parar em Calcutá, onde enfrenta grandes desafios para sobreviver sozinho, até ser adotado por um casal australiano. Gente, a atuação do menininho é mesmo o máximo e a do Dev Patel também. Adoro esse ator! Aliás, ele já tá virando o Darín, de origem hindu… Enfim, mas isso não importa aqui…

O que eu quero falar é da mãe biológica que precisa sair pra trabalhar e deixa os filhos mais velhos responsáveis pelos mais novos, mesmo que os mais velhos sejam ainda muito novos. Isso acontece na Índia e qualquer semelhança com as periferias brasileiras não é mera coincidência. Até porque a questão da sobrevivência, da pobreza e da maternidade possível é universal.

Bom, mas aí, a criança desobedece a ordem de ficar em casa, resolve sair com o irmão e não consegue voltar mais. Em nenhum momento, o filme mostra aquela mãe procurando a criança. A gente só vê o desespero do menino tentando encontrar o caminho de casa.

Mas, eu como mãe, não parava de pensar como aquela mulher deveria estar se sentindo. Depois que se tem um filho, não saber do paradeiro dele deve ser o mesmo que sobreviver sem um órgão vital do corpo…imagino eu.

Aí corta! E vamos falar da mãe adotiva. Uma mulher que, sim, poderia ter tido filhos biológicos, mas decide não popular ainda mais o mundo que já tem gente demais. Então, ela usa todo o seu instinto maternal para dar uma oportunidade de vida melhor para meninos que estão totalmente desamparados. Adota crianças com uma cultura e um passado completamente diferentes dos dela. Nossa! Eu me senti tão pequenininha diante da grandeza e da coragem dessa mulher! A jornada dela é duríssima e ganhou toda a minha admiração.

Enfim, o filme é um drama, baseado em fatos reais, cheio de ângulos pra gente parar um pouquinho pra pensar.

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Valeu!

Um beijo e até a próxima.

 

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Duas leoas e um leão

 

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