Coworking familiar

Uma boa opção para quem não tem um ambiente dedicado ao trabalho em casa!

 

Conciliar a vida profissional e familiar é o principal objetivo da mãe empreendedora. Caso você seja uma que trabalhe em casa, como a grande maioria, já deve ter percebido como é complicado dividir a atenção entre o trabalho e as crianças. “É fundamental separar um espaço dos filhos para conseguir se concentrar nas atividades profissionais. Criança e ambiente de trabalho não combinam. Pode ser até perigoso, dependendo do seu ramo de atuação. Além disso, você acaba não dando atenção ao que precisa fazer e nem para a criança”. Patricia Travassos, autora do livro Minha mãe é um negocio.

Pensando nisso um grupo de mulheres uniu num único espaço a tendência de compartilhar escritórios com uma estrutura para atender e entreter as crianças – é o coworking familiar. O modelo tradicional de coworking começou com a idéia de dividir as despesas e o ambiente de escritório entre profissionais liberais ou independentes de diferentes áreas. No coworking familiar, foi agregado o conceito de creche, permitindo às mães a concentração de um ambiente profissional e a tranqüilidade de ter os filhos por perto. A faixa etária das crianças varia de acordo com as normas de cada espaço. Na Casa Laço, por exemplo, é de 0 a 6 anos. Na Casa de Viver, de 0 a 4 anos. Por isso é sempre bom se informar antes de ir.

Um dos primeiros espaços de coworking familiar do mundo foi o Piano C, em Milão, na Itália. Inaugurado em janeiro de 2013, o lugar tem estrutura para receber mães – e pais – com crianças de 0 a 3 anos. Na área infantil são disponibilizados brinquedos para entreter as crianças e sempre há profissionais para supervisionar e brincar com as crianças. “Observamos que as mães que utilizam o coworking conseguem ser muito mais produtivas do que em casa. Porém, como toda nova situação, as crianças necessitam de tempo para se adaptarem. Não adianta achar que vai chegar no coworking, sentar e trabalhar sossegada, porque não é bem assim. É necessário um tempo para que seus filhos criem uma relação de confiança no ambiente e nas pessoas que estarão responsáveis por elas pelo tempo que ficarão aqui. Não tem fórmula mágica. O tempo de adaptação é algo muito pessoal. O ideal é que a mãe venha com frequência, que passe confiança para a criança, que converse com ela e explique a nova situação”, explica Elisa Cortez, responsável pelo coworking familiar Casa Laço.

De acordo com uma pesquisa global da revista americana Deskmag, especializada em coworking, já existem mais de seis mil espaços desse tipo registrados no mundo, um aumento de 80% se comparado a 2013. Segundo um levantamento da organização Coworking Brasil temos espalhados pelo país cerca de 238 ambientes compartilhados, 40% deles só no estado de São Paulo.

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