Como faço para tirar a chupeta da minha filha?

Por Patricia Travassos

Outro dia me peguei lendo uma receita de como tirar a chupeta do filho. Cheguei até a chorar (juro) vendo um vídeo de um pai que pendurou as chupetas do filho num punhado de balões de gás hélio e, num ritual emocionante, mandou todas para o céu!

Enfim, o assunto tem me intrigado desde que a pediatra disse: chupeta é coisa para bebês e sua filha já completou 2 anos! Esse foi o primeiro choque de realidade. Então, com 2 anos, eu deixei de ter um bebê em casa? Bom, todos os dias a Isabela me prova que sim. Diariamente, ela mostra que tem personalidade, opinião própria e mais: que a chupeta é uma escolha dela! Quanto mais ela entende que estamos querendo tirar a chupeta de campo, mais ela dá demonstrações de que é contra a nova regra. Portanto, não resta dúvida: ela realmente está crescendo. Ou seja, já não precisaria da chupeta. Mas e aí, o que devo fazer?

Nós já entramos num acordo de que chupeta “mora” no berço e é só para a hora de dormir. Combinamos que a dita cuja não sai de casa. Afinal, ela precisa descansar durante o dia para trabalhar novamente à noite. E antes de sair para a escola, todos os dias, resignada, a Bela coloca a chupeta em cima da mesa, dá um beijinho nela e diz: “boa noite”. Mas quando bate o sono, esteja a Bela onde estiver, ela pede pela “tetê”. E repete tanto o pedido que passo o resto do dia com aquele “Tete-teteretê” na cabeça, como se a música do Benjor fosse o hit do momento.

Da homeopata veio a orientação mais radical (o que já me parece estranho). “Eu sugiro que a chupeta seja eliminada de uma vez por todas”, disse a médica. E completou: “aí, se os dias seguintes forem muito difíceis, podemos aderir a uma fórmula que ajude a superar lutos, grandes rupturas e decepções”. Eu respondi: “sério, existe isso? Então, pode receitar meia dúzia de frascos pra mim também?”

Bom, o fato é que ainda não mandei fazer o tal remédio e estou dia após dia treinando minha criatividade para fazê-la esquecer, cada vez que se lembra da tal tetê. Sério! Nem se fosse a Espíndola, estaria causando tanto “barulho” lá em casa. Já pensou? “Você pra mim foi o sol de uma noite sem fim, que acendeu o que sou e renasceu tudo em mim…”

Mandem suas dicas! Como é que eu saio dessa?

 

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Tchau, chupeta!

3 Comentários

  1. Ana Regina Marson disse:

    Parrícia,
    Posso te dar um conselho, (mesmo sabendo que se conselho fosse bom, eu venderia!) não se preocupe tanto com as chupetas, pois assim como tudo, é apenas uma fase e ela acaba quando você menos esperar.
    Ao criar expetativas demais, as crianças sentem e passa a ser um problema, o que naturalmente será resolvido.
    O momento certo vai chegar e vocês duas vão descobrir.
    Acredite, você vai ter saudades de tudo isso!!!
    Beijos na Belinha e em você,
    Ana Regina Marson

    • admin disse:

      Muito obrigada pela conselho, Ana! Espero que você esteja gostando do site e continue acompanhando. Beijos

    • Patricia disse:

      Oi Ana Regina! Não tinha visto seu comentário… Super obrigada. Você tem toda razão, o tempo passa tão rápido que a saudade do que passou aumenta a cada dia. Obrigada pelo carinho! Um grande beijo!
      Patricia

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