Como estimular a criança a falar mais rápido

Leitura, música e conversas ajudam o bebê a compreender o novo mundo!

Ouvir as primeiras palavras do bebê é uma emoção sem medidas muito aguardada por toda família. Os principais sons estão mais para sílabas do que para palavras, como “mã” e “pa”. Para que a criança continue desenvolvendo sua intimidade com a fala, é preciso estimulá-la. O jeito mais natural de fazer isso é conversar com os pequenos. “A partir do primeiro ano inicia a associação de fonemas duplicados como mama, papa, auau, progressivamente até segundo ano. Existe uma ampliação de vocabulário posteriormente, até ocorrer à formação de palavras completas e até frases. Mas é importante que os pais percebam que a linguagem compreensiva vem antes da expressiva. A criança entende muito antes de começar a falar”, explica a pediatra Flavia Oliveira da Clínica MedPrimus.

Para estimular a criança a desenvolver a fala mais rápido, a médica indica iniciar o hábito da leitura desde os primeiros meses de vida. Dessa forma, estreitam-se os laços afetivos com o bebê, que são extremamente importantes, desde a gestação. “Ele entende o tom da sua voz, converse com ele, o estimule, cante, conte histórias”, indica a enfermeira obstetra Cinthia Calsinski.

Ouvir música estimula os bebês

Um estudo recente nos Estados Unidos revelou que a linguagem, assim como a música, tem fortes características rítmicas. O ritmo das sílabas ajuda a distinguir os sons e compreender o que uma pessoa diz. Essa capacidade de identificar os diferentes sons ajuda o bebê a aprender a falar. Um estímulo musical precoce pode ter efeitos mais amplos na capacidade intelectual. “Não só música clássica como diversos gêneros musicais estimulam não somente a linguagem como a concentração e a imaginação”, explica a pediatra.

Chupeta X Fala

Está comprovado, através de muitos estudos, que a chupeta pode comprometer a dentição e favorecer a incidência de bactérias, além de poder prejudicar a fala da criança. “Ela atrapalha e muito! Principalmente aquelas que utilizam a chupeta durante o dia, ou seja, enquanto estão acordadas, elas tem maiores chances de iniciar a fala mais tardiamente”, alerta a enfermeira.

É importante estar atenta aos estímulos dados à criança e ver como ela responde.  Se ela não começar a falar após os dois anos, busque auxilio de um especialista. “A primeira atitude é verificar se a criança escuta bem. Caso não haja alteração auditiva, o pediatra deve avaliar caso a caso. Muitas vezes existe pouco estímulo. A criança aponta os objetos e logo ela é atendida, sem que ela precise se comunicar. O excesso de aparelhos eletrônicos também pode prejudicar e muito o desenvolvimento da fala”, alerta a médica.

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