Como administrar seu dinheiro?

Confira as dicas da especialista para gastar com sabedoria e guardar dinheiro!

Em tempos de crise, administrar a renda familiar é um grande desafio. Não adianta se apavorar. O recomendado é manter a calma para conseguir distribuir bem seus recursos. Controlar suas finanças é essencial. Dessa forma você saberá dosar os gastos e se adaptar ao momento em que o país vive. “A mulher é a gestora do orçamento das famílias no Brasil,  seu foco é tentar encaixar todas as despesas possíveis ali. Administrar os custos entre filhos, casa, saúde, educação são as grandes prioridades e fazer sobrar parece missão impossível”, admite a especialista em finanças femininas Carolina Ruhman Sandler.

Entre os gastos da família está a vaidade feminina. Apesar disso, algumas mulheres conseguem se manter dentro do orçamento. Outras, no entanto, gastam mais do que deviam, mas não conseguem perceber que os gastos com a beleza estão ultrapassando limites. “O ideal é que a mulher separe 30% do seu salário para gastos supérfluos, 50% para os essenciais (moradia, alimentação, saúde, transporte, etc) e poupe 20% todo mês. Cada mulher tem suas prioridades. Para ver se está exagerando nesse quesito, basta somar o quanto gastou com determinado item nos últimos meses e comparar o valor final com os 30% do salário (líquido, depois de descontados os impostos). Um dado surpreendente é que, os gastos da mulher brasileira com tecnologia já começam a ultrapassar as despesas com a beleza”, revela a administradora do portal Finanças Femininas.

Sobre investimentos, o perfil da mulher é mais receoso. “Elas tendem a preferir investimentos mais conservadores, como poupança e imóveis. No entanto, o problema é que eles têm um nível de rendimento muito baixo. Com o mesmo nível de risco é possível ter um retorno maior com aplicações como CDB, Tesouro Direto ou LCI”, indica Carolina.

Como separar o dinheiro da empresa e vida pessoal?

Uma das principais dificuldades para quem tem sua própria empresa é identificar os gastos e lucros. É comum usar a verba de investimento no negócio para socorrer despesas domésticas extras e vise-versa. “Duas contas separadas! Dá muita tentação deixar todo o dinheiro na mesma conta, especialmente para quem é “eupresária” ou autônoma. Isso acaba confundindo as contas e você não consegue ver direito como a empresa está indo, se os custos estão elevados ou se as entradas estão suficientes. Separar a conta pessoal da conta da empresa ajuda a mulher a ter uma visão melhor sobre a saúde do seu negócio e sobre a sua vida financeira pessoal”, indica a especialista.

 

Carolina Ruhman Sandler identificou os principais perfis financeiros da mulher brasileira:

Mulher solteira

A solteira sem filhos corre sérios riscos de perder uma oportunidade única na vida: deixar de guardar dinheiro na fase em que não existem grandes custos de vida. A tentação de muitas jovens é gastar todo o salário com elas mesmas. O problema é que quando saem da casa dos pais, se casam ou têm filhos, normalmente já se acostumaram com tal padrão de vida que sofrem para cortar custos e pagar as contas.

Mãe solteira 

O desafio de cuidar da vida financeira familiar é algo difícil para muitas mulheres. Não negociar a pensão com o pai da criança e não criar uma reserva atrapalha muito a vida financeira. Sem economias, a mulher não se sente confortável para negociar um aumento no trabalho, por medo de ser demitida. Nesse cenário você encontrará muitas mulheres e filhos vivendo em situação de vulnerabilidade.

Mãe casada   

Essa mulher, no geral, sabe priorizar gastos como poucas. A maioria divide as contas da casa com o marido. O problema dessas mulheres que são casadas e têm filhos é que elas experimentam uma sensação confortável de divisão dos gastos e muitas acreditam que serão para sempre cuidadas. Assim, não assumem a responsabilidade de guardar dinheiro todo mês e de criar um patrimônio próprio para garantir sua independência. Casamento não precisa ser sinônimo de dependência financeira.

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