Cantando a vida adoidado!

Por Patricia Travassos

Leia esse texto com ouvidos atentos! (e não deixe de ouvir a nossa Playlist no Spotify)

A frase que começa esse texto é musical. Imagine uma flauta bem suave imitando o canto de um passarinho e, de repente, um apito! É assim que os dias amanhecem aqui em casa. Desde que aprendeu a emitir sons, a Bela não para um só minuto de cantar. Para ouvidos treinados, vai ser fácil reconhecer a origem do pot-pourri que, diariamente, embala nossa rotina. Sou eu que começo com o seguinte versinho:

“Acorda, menina, o sol já está brilhando, levanta fofinha, não é pra se esconder senão eu faço coceguinha…”

Antes mesmo de abrir os olhos ou me dar bom dia, a preguiçosa já pede a mamadeira: “Quero comer, quero mamar, quero preguiça! Não tenho tempo pra esperar a hora tem que ser aqui, tem que ser agora. Agora não, já!”

Aí eu respondo: Hey, você já não é mais tão bebezinha. Levanta e vem comigo porque… “Já tem chocolate quente, pão, mamão, manga, maçã, tudo esperando a gente pra um bom café da manhã. Vamos escovar os dentes que é pro dia começar, com um belo sorriso, tá na hora de acordar!”

É isso, Bela, tá na hora! Se a gente não se apressar, vai acabar chegando atrasada na escola e…“Tá na hora de ler um livro, conhecer histórias e ser criativo…”

Bom, escola para criança pequena como a Bela é um grande faz-de-conta. Enquanto isso, na vida real a gente corre pro trabalho porque o período de oito ao meio-dia voa. “Passa tempo tique-taque, tique-taque, passa hora. Chega logo, tique-taque, tique-taque, vai-te embora.”

E quando eu olho no relógio, já tá na hora de voltar para buscar a moleca: “Olha a menina moleca láááááá…”

Quando me vê, ela já começa: “Pega, me pega no pique pega. Eu quero ver você me alcançar. Eu disse corre que corre no corre-corre. Duvido que consiga me pegar.”

Vambora, Bela… “Pegar carona nessa cauda de cometa, ver a Via Láctea, estrada tão bonita, brincar de esconde-esconde numa nebulosa, voltar pra casa, nosso lindo balão azul.”

É isso! O almoço tá na mesa e a comida tá esperando. Quem chegar primeiro vai sentir o cheiro bom do rango. Vai já lavar as mãos, pra encher seu barrigão. Pra ter energia e sorte, vai comer pra ficar forte, então: “Eu tô na mesa, o meu prato tá bonito! Tem arroz, feijão, carne, milho e batata palito…”

“Comer, comer, comer, comer é o melhor para poder crescer”.

Depois de se alimentar direitinho, eu até libero uma: “Jujuba, bananada, pipoca, cocada, queijadinha, sorvete, Chiclete, sundae de chocolate.”

Isso tudo dá uma energia, parece até que ela trocou a pilha junto com os brinquedos de casa:  “O Macaquinho quando tá de pilha nova fica todo entusiasmado e bota pra quebrar. Abre a torneira e sai molhando a casa inteira e o rolo de papel higiênico vai desenrolar.”

Bom, já que chegamos ao banheiro, pra desenrolar o papel, vamos direto pro chuveiro! “Tchibum,  tchibum, da cabeça ao bumbum. Todo dia banho desde o dia em que nasci. Mamãe o que é que eu ganho porque tanto banho assim?”

E eu digo: lava direitinho, gatinha…”a cabeça, o ombro, joelho e pé, joelho e pé…”

E ela: “aqui sempre, sempre à beira da água desde quando eu me lembro, não consigo explicar. Se as ondas se abrirem pra mim de verdade, com o vento eu vou, se eu for não sei ao certo quão longe eu vou”.

Você vai longe, minha filha. Eu tenho certeza! Você é inteligente, curiosa… E ela segue: “Eu quero saber porque o gato mia, verde por fora e vermelha por dentro é a melancia. Eu quero saber, não quero dormir. O que está acontecendo eu vou descobrir.”

“Gatinha, a mamãe tá tão cansada. Vê se dorme hoje toda a madrugada. Boa noite, boa noite!”

Ok, mãe:  agora “de pijama, pantufas no chão, fecho os olhos e já estou em outra dimensão…”

É, minha gente, “a vida é bela, bela pra se viver. A vida é bela, pra mim e pra você. A vida é bela, bela pra comemorar. E agradecer a Deus, com Patati e Patatá.”

Bom, e além do Patati e Patatá, agradeço todos os dias ao Palavra Cantada, aos Grandes Pequeninos, ao Mundo Bita, à Galinha Pintadinha, aos produtores do Show da Luna, da Moana. Aos músicos da Arca de Noé, do Plunct Plact Zum, da Casa de Brinquedos…a minha homenagem especial ao Toquinho, Adriana Partimpim, Zeca Baleiro, Pequeno Cidadão e a todos que se dedicam às cantigas infantis que marcam tanto a nossa vida.

“Tchau, tchau, tchau Cocoricó!”

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